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“Não queremos ser parte desta história”. Maior retalhista de armas dos EUA deixa de vender espingard
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Tópico: “Não queremos ser parte desta história”. Maior retalhista de armas dos EUA deixa de vender espingard (Lida 208 vezes)
Hades
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The Goddess
“Não queremos ser parte desta história”. Maior retalhista de armas dos EUA deixa de vender espingard
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em:
Fevereiro 28, 2018, 09:40:06 pm »
Empresa de equipamentos desportivos Dick's Sporting Goods irá ainda restringir as vendas de armas a menores de 21 anos.
A empresa de equipamentos desportivos Dick’s Sporting Goods, o maior retalhista de armas dos Estados Unidos, vai deixar de vender espingardas de assalto e irá restringir as vendas de armas a menores de 21 anos, disse esta semana o presidente-executivo da companhia, de acordo com a agência Efe.
Além disso, a Dick’s Sporting Goods optou por retirar também das prateleiras os cartuchos de munição de grande capacidade, segundo o próprio Stack, que tomou esta decisão como resposta ao debate nacional que surgiu em consequência do trágico tiroteio ocorrido há duas semanas numa escola da Flórida e que fez 17 mortos.
“Somos acérrimos defensores da Segunda Emenda (da Constituição dos EUA, que garante o direito à posse de armas). Eu próprio sou proprietário de armas, mas não queremos ser parte desta história (de massacres e tiroteios) e eliminamos estas armas de forma permanente”, realçou Stack em entrevista ao programa “Good Morning America”, transmitido pela ABC.
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NINJA
Re: “Não queremos ser parte desta história”. Maior retalhista de armas dos EUA deixa de vender espin
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Responder #1
em:
Março 01, 2018, 10:11:49 pm »
tretas é so show off
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Hades
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The Goddess
Os miúdos americanos querem acabar com as armas nas mãos de outros miúdos, mas há quem não goste
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Responder #2
em:
Março 27, 2018, 04:52:03 pm »
Poderão os adolescentes lutar contra a política de posse de armas nos EUA? Parece que sim, ou não estivessem já a ser injuriados e alvo de notícias falsas pela ala direita e pela poderosa Associação Nacional das Armas
Cinco adolescentes formaram o movimento #NeverAgain (Nunca Mais), deram voz à luta contra as armas e despoletaram a raiva e a fúria da direita na internet. Emma González, David Hogg, Cameron Kasky, Alex Wind e Jaclyn Corin estavam na escola Marjory Stoneman, em Parkland (Florida), no dia 14 de fevereiro, quando outro estudante, Nikolas Cruz, de 19 anos, irrompeu pelo recinto de arma automática e matou 17 pessoas (14 estudantes e três funcionários). Desde então, são o rosto do combate que enfrenta um dos lobbies mais poderosos dos EUA, a NRA (National Rifle Association; Associação Nacional das Armas), e a ala direita que olha apenas para “os bons tipos com armas”.
Numa sequência diabólica de tweets maldizentes, teorias da conspiração propaladas no You Tube e memes truncados, os cinco adolescentes que sobrevivam ao massacre de Parkland tornaram-se no alvo dos conservadores logo depois de começaram a aparecer nos media e de organizarem uma enorme marcha/manifestação (“March for Our Lives”; Marcha pelas Nossas Vidas) contra a política de posse de armas que encheu as ruas de Washington no sábado, dia 24.
Emma González e David Hogg, os primeiros cujos testemunhos foram transmitidos pela comunicação social, ficaram desde logo na mira da NRA e dos provocadores de serviço nas redes. Apenas seis dias depois da matança, um dos provocadores da ala direita escrevia no twitter: “Adultos, 1, crianças 0” e “O pior dia desde os pais os mandaram arranjar um trabalho de verão”. As frases estavam acompanhadas de uma imagem dos sobreviventes do massacre a chorar e referia-se à legislação estatal para acabar com a venda de armas de estilo militar que acabava de ser chumbada. Os tweets tiveram mais de 25 mil likes e oito mil retweets (respostas).
Logo a seguir, vários utilizadores do twitter, sob anonimato, começaram a lançar teorias da conspiração. Que os adolescentes, nomeadamente Emma e David eram atores e não vítimas, e que os miúdos que escreveram tweets enquanto decorria o massacre na escola faziam parte da conspiração. As frases foram vistas por milhares de pessoas, que responderam.
Se o “gatilho” destes incitadores já estava a ficar quente, na altura em que os miúdos começaram a falar em controlo de armas ficou a ferver e a campanha de descrédito alargou-se. Rapidamente, um vídeo no You Tube, onde que se dizia que David era um ator, chegou ao primeiro lugar. Um “youtuber” com 2 milhões de seguidores fez vários outros vídeos sobre este adolescente de 17 anos apenas para o difamar.
No patamar mais alto da indignidade está um meme truncado (em cima) em que a protagonista é Emma González. À frente de três raparigas, Emma rasga a imagem de um alvo de tiro numa
reportagem
sobre jovens activistas para a revista Teen Vogue. A gravação foi truncada e usada para disseminar um meme em que Emma aparece a rasgar a Constituição dos EUA.
A rapariga que se apresentou à Harper's Bazaar, num texto escrito por si, desta forma; “Chamo-me Emma González. Tenho 18 nos, sou cubana e bissexual. Sou tão indecisa que nem consigo escolher uma cor preferida e sou alérgica a 12 coisas diferentes. Desenho, pinto, faço croché e bordado, coso – qualquer coisa produtiva que consiga fazer com as mãos enquanto vejo Netflix. Mas agora já nada disso interessa”; é a mesma que comoveu dezenas de milhares de pessoas na manifestação de 24 de Março com um discurso de 6 minutos e 20 segundos (o tempo que durou o massacre na escola), entrecortado por um longo silêncio a meio. Emma foi, também, alvo de insultos na página de facebook de um político republicano – com assento na Câmara dos Representantes – por usar uma pequena bandeira de Cuba cosida no casaco.
Discurso de Emma González na "March for Our Lives", em Washington, EUA, no dia 24
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