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Autor Tópico: Eutanásia: PCP recusa que debate seja sobre dignidade e insite em retrocesso civilizacional  (Lida 183 vezes)

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O PCP recusa a ideia de que o debate em torno da eutanásia seja uma discussão sobre a dignidade da vida ou da morte, mas insiste que a despenalização seria um passo no sentido do retrocesso civilizacional.




“A dignidade da vida não se assegura com a consagração legal do direito à antecipação da morte”, afirmou o deputado comunista António Filipe, numa intervenção hoje no parlamento.
Por isso, recusa a ideia de que este seja um debate sobre a dignidade da vida ou da morte.
Caso a despenalização seja hoje aprovada, o PCP considera que o “mesmo Estado que não garante aos seus cidadãos as condições para um fim de vida digno” iria garantir “condições para pôr termo à vida em nome da dignidade”.
“A oposição do PCP à eutanásia radica na ideia de que o dever indeclinável do Estado é mobilizar os avanços técnicos e científicos para assegurar o aumento da esperança de vida e não para a encurtar”, afirmou António Filipe.
O deputado comunista considera que hoje a ciência já tem recursos que permitem diminuir ou eliminar o sofrimento físico e psicológico.
Além disso, o PCP entende que “a eutanásia não é um sinal de progresso, mas um passo no sentido do retrocesso civilizacional, com profundas implicações sociais, comportamentais e éticas”.

Fazendo um paralelismo com a luta pela despenalização do aborto, António Filipe considerou que no caso da eutanásia não se iria “resolver nenhum dos graves problemas sociais que afectam a sociedade portuguesa”.
Lembrou que no caso do aborto, havia mulheres condenadas por abortar, julgamentos em curso e humilhações públicas.
“Havia um flagelo social que era preciso resolver”, disse o deputado, entendendo que “nada parecido com isso está agora em causa”.Sobre os critérios de rigor que tentaram ser inscritos nos projectos de lei hoje em discussão, para evitar uma “rampa deslizante”, o deputado disse: “Tudo parece muito rigoroso, mas a natureza do capitalismo encarrega-se de tornar tudo muito mais fácil”.
A Assembleia da República está hoje a discutir os projectos de lei do PAN, BE, PS e PEV sobre a despenalização da morte medicamente assistida, sendo que a votação será feita deputado a deputado e tem ainda resultado imprevisível.

Todos os diplomas prevêem que só podem pedir, através de um médico, a morte medicamente assistida pessoas maiores de 18 anos, sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável, sendo necessário confirmar várias vezes essa vontade.

In: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/eutanasia-pcp-recusaque-debate-seja-sobre-dignidade-e-insite-em-retrocesso-civilizacional


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Sou a favor.
Se cada um tem o direito de viver como quer, Cada um tem, igualmente, o direito de morrer como entenda. A ida é de cada um.
« Última modificação: Maio 29, 2018, 05:26:36 pm por Hades »

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sou a favor da decisao informada pelo proprio quando nao exista alternativa medica decente