TUGALANDIA
Diversos => Conversa de Bar => Tópico iniciado por: Hades em Abril 18, 2018, 07:19:39 pm
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No relatório “A revolução do genoma”, os analistas da Goldman Sachs perguntam se “curar doentes é um modelo de negócio sustentável” e indicam às empresas de biotecnologia que as soluções podem afetar o “fluxo permanente de receitas”.
A Goldman Sachs, um dos maiores grupos de investimento do mundo, levantou um debate, já por muitos conhecido, dirigido à indústria farmacêutica sobre a rentabilidade económica de curar doenças, com a apresentação do seu relatório “A revolução do genoma”, a 10 de Abril.
Mais concretamente, a Goldman Sachs refere-se ao sector da biotecnologia, especialmente às empresas envolvidas no tratamento pioneiro da terapia genética (https://www.fda.gov/ForConsumers/ConsumerUpdates/ConsumerUpdatesEnEspanol/ucm590214.htm), como se conhece o processo de substituir genes defeituosos por genes saudáveis, adicionar genes novos para ajudar o corpo a combater ou tratar doenças, ou desactivar genes problemáticos.
No relatório, citado depois pela CNBC (https://www.cnbc.com/2018/04/11/goldman-asks-is-curing-patients-a-sustainable-business-model.html), a Golman Sachs começa por perguntar se “curar doentes é um modelo de negócio sustentável“, para responder taxativamente: “Não”, afirma a RT (https://actualidad.rt.com/actualidad/268800-curar-enfermedades-negocio-informe-goldman-sachs).
No documento, a analista Salveen Richter disse que “o potencial de oferecer curas com uma só dose é um dos aspectos mais atractivos da terapia genética“. Por outro lado, acrescenta, “estes tratamentos oferecem uma perspectiva muito diferente em comparação com as terapias crónicas”.
[Assim, de acordo com Richter, “apesar de esta proposta ter um enorme valor para os pacientes e para a sociedade”, isso poderia representar “um desafio para os cientistas que trabalham com medicina genómica e procuram um fluxo de negócio sustentável“.
]Qual é a solução?
No relatório, é dado como exemplo os tratamentos da farmacêutica Gilead Sciences para a hepatite C, que alcançaram uma cura de mais de 90% dos afectados, nos EUA.
Graças à eficácia da medicina desta empresa, em 2015, as vendas do tratamento alcançaram os 12.500 milhões de dólares – mais de 10 mil milhões de euros. Mas as previsões para este ano ficam-se pelos 4 mil milhões de dólares – mais de 3 mil milhões de euros.
“O êxito do medicamento esgotou gradualmente o grupo disponível de pacientes“, escreveu a analista, explicando que, como consequência, “também diminui o número de portadores capazes de transmitir o vírus a novos pacientes, pelo que o grupo de incidentes também diminuiu”.
Neste sentido, Richter assinala que “onde um grupo de incidentes permanece estável (por exemplo, no cancro), o potencial para uma cura traz menos riscos à sustentabilidade do negócio”.
Na análise, a Goldman Sachs apresenta três soluções possíveis para que a terapia genética seja um negócio. O primeiro passa por dirigir-se a mercados grandes, como a hemofilia, que cresce aproximadamente entre 6% a 7% por ano.
O segundo é abordar os transtornos com alta incidência, como a atrofia muscular espinal, que afecta as células da medula espinal, o que influencia a capacidade de caminhar, comer ou respirar.
Por último, a Goldman Sachs sugere uma aposta na inovação constante e expansão do portefólio, tendo em conta que há centenas de doenças de retina hereditárias, como as formas genéticas de cegueira.
In: https://zap.aeiou.pt/curar-doentes-mau-199624 (https://zap.aeiou.pt/curar-doentes-mau-199624)
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Havia de apanhar uma daquelas doenças sem cura.
Filho de uma grande P"($//"/"#()
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